A partir de julho deste ano, os
veículos voltados ao mercado interno deverão conter um
equipamento antifurto, o que deve encarecê-los. Além disso,
o proprietário terá de pagar para ativar o dispositivo,
segundo ponderou o presidente da Fenabrave (Federação
Nacional da Distribuição dos Veículos Automotores), Sérgio
Reze.
“Ele não será útil se não pagar pela
ativação”, ponderou. “E a pergunta que eu faço é: que
garantia que eu terei de que o carro não será
roubado?”.
De acordo com Reze, certamente, a
implementação do dispositivo irá aumentar os preços dos
veículos, o que não está correto, tendo em vista os
brasileiros já pagam tributos para que o Estado lhes
garanta segurança. “É mais uma das medidas que visam a
tapar o sol com a peneira”, declarou o presidente da
Fenabrave.
Antifurto
A necessidade de instalação de
equipamento antifurto está na resolução 245 do Contran
(Conselho Nacional de Trânsito), que foi publicada em julho
de 2007. Ela prevê a instalação em veículos novos saídos de
fábrica, nacionais e estrangeiros.
Nesta resolução, já estava
determinado que caberia ao proprietário do veículo decidir
sobre a habilitação do equipamento com os prestadores de
serviço de rastreamento e localização, definindo tipo e
abrangência.
Na segunda-feira (1), o Contran
publicou o calendário de implementação do sistema
antifurto, que começa em julho deste ano.
